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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

hey, estou de volta, eu e os PSICÓTICOS.




Ok explico melhor, depois de estar um tempo afastada pois estava com muitos trabalhos, compromisso e preguiçinha de postar, voltei, agora que estou de férias e apresentei pra banca o meu trabalho desse semestre e que definitivamente será meu trabalho de graduação: PSICÓTICOS.
Comecei a fazer essa série, e no post do dia 20 de out explica como começou, então, levei a sério e me aprofundei no assunto, aqui esta um breve resumo do meu trabalho que apresentei pra banca:



Segundo a psiquiatria psicose é quando a pessoa perde o contato com a realidade, tem pensamentos confusos, sensações de angustia intensa, opressão e insônia demasiada ,fazendo com que mostre comportamentos estranhos socialmente, devido a incapacidade
de pensar racionalmente .
Durante um surto, o individuo sofre com uma grande paranóia, alucinaçoes e delírios.

São comuns surtos psicóticos na esquizofrenia, e em alguma fase aguda do transtorno bipolar. Também podem ocorrer devido a substancias psicoativas como álcool, LSD, anfetamina, cocaína....

Michel Foucault em seu texto A história da Loucura aponta que a loucura (posteriormente chamada de psicose) poderia ser entendida como uma aberração da conduta em relação aos padrões ou valores dominantes numa certa sociedade; neste sentido, entender a psicose é também buscar entender quais os padrões dominantes e quais as reações do grupo social à tais condutas estranhas e aos seus agentes.
Acredito que todos nós, mesmo quem não é diagnosticado psicotico, temos noss momentos de surtos de loucura. Podemos não ter essa doença diagnosticada mas, sinceramente, acho dificil encontrar uma pessoa que nunca tenha sentido NENHUM dos sintomas da psicose. Não acredito que existam pessoas das quais nunca tenham perdido o controle da situação e de si mesmo, ou que nunca tenha sentido uma profunda angustia, ou que jamais passou a noite em claro e desesperadamente viu o dia amanhacer,? Quem que nunca teve uma paranóia por menor que seja? Vc nunca teve a sensação de estar sendo seguido? Ou de passar por um grupo de pessoas e ter certeza que estão falando de vc? Ou de estar sendo observado? Ou de que existe uma conspiração contra vc quando tudo começa a dar errado? Até mesmo aquela paranóiazinha que bate em pensar que seu marido pode estar tendo um caso com a vizinha da frente, ou que seu chefe prefere seu colega de trabalho e vai dar aquela promoção desejada a ele? Eu poderia citar inumeros exemplos desde situaçoes mais leves e cotidianas a casos extremos de surtos e tenho certeza que vc se encaixaria em um ou mais.

E foi por esse sentimento que fui movida a desenvolver figuras, das quais as expressões sejam reações de qualquer tipo desses surtos, desses sentimentos confusos, onde os personagens expressam toda sua dor, angustia, descontrole, choro, euforia, desespero.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

"Pintar é libertar-se e isso é o essencial" Pablo Picasso







Se ele não tivesse nascido antes essa frase com certeza seria minha.
Alias, eu vivo falando isso o tempo todo, e eu nem sabia que ele já tinha dito antes de mim.

Então, depois de passar por uma crise (sim mais uma pra variar) de simplismente ficar travada pra pintar, e de perceber que já passou da metade do semestre e eu tinha feito uma pintura e meia apenas, aconteceu o que eu estava esperando: me "destravei".
Foi no domingo depois do almoço, eu não havia saido no sábado, ou seja, eu não estava destruida semi viva e tinha acordado disposta , é , disposta e com peso na consciência por não ter produzido praticamante nada, e "Jah" sabe o quanto eu não quero repetir o semestre, mas como eu realmente não me forço a pintar quando eu não estou inspirada pq eu sei que vai sair merda e se for pra fazer sem vontade não vejo a menor moral em fazer, e até pq minha inspiração não vem de tal a tal hora tantos dias por semana, enfim ,eu almocei e me fui para a UFSM pintar.

Chegando lá deparei-me com essa pintura que vcs podem ver na foto do rosto azul com cabelos coloridos e que eu havia deixado inacabada a umas tres semanas, resolvi deixar pra acabar depois e pintei então essa outra figura bizarra de rosto amarelo e cabelo verde, e enquanto eu delirava entre todas as cores comecei a ficar furiosa por não estar conseguindo resolver plasticamente a pintura, peguei então uma faca e resolvi esfaquea-lo, esfaquiei, esfaquiei e esfaquiei, percebi que minha raiva ajudou-me a construir uma bela textura, dai pra frente tudo fluiu livremente, e me veio então a frase "pintar é libertar-se e isso é o essencial",entre esfaquiaçoes e alucinaçoes finalizei a primeira criatura bizarra.
Voltei para a figura "rosto-azul-cabelos-coloridos" e parti pro esfaqueamento também, conseguindo FINALMENTE com felicidade termina-la.
Olhei pra essas figuras e só me veio em mente a palavra: psicóticos!
Palavra da qual representa bem meu estado de humor ultimamente....vamos ver quantos psicóticos em série conseguirei criar antes de meu estado emocional mudar e eu começar a fazer outra coisa.